Chuva Oblíqua

    
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Chuva Oblíqua
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Estudo OP.2 nº1 - Sugestão Prokofiólica
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Monólogo V - meia dúzia de brincadeiras
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O eterno regresso
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Plenilúnio
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Sonata - adágio
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Sonata -allegro
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Sonata - presto
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Pode a guitarra portuguesa romper com um certo imaginário que a condena ao mero acompanhamento do fado e afirmar-se como instrumento performativo que vale por si próprio?

Miguel Amaral acredita que esse desafio pode ser vencido; e quer provar isso mesmo com o seu primeiro disco, “Chuva Oblíqua”. Para levar a bom porto o seu projecto de dignificar e autonomizar a guitarra portuguesa, o guitarrista muniu-se de argumentos fortes e de uma boa dose de ousadia. “Chuva Oblíqua” conta com peças encomendadas a Daniel Moreira, Dimitris Andrikopoulos, Igor C. Silva e Mário Laginha, compositores estranhos à tradição da guitarra portuguesa, tendo Miguel Amaral contribuído com os restantes cinco temas do disco.

Esta contribuição de autores eruditos para o repertório da guitarra portuguesa é praticamente inédita e uma das grandes apostas do guitarrista e compositor. Para este seu trabalho de estreia, as inspirações maiores de Miguel Amaral são, antes de mais, de ordem musical, onde se inscrevem criadores e intérpretes como Toru Takemitsu, Olivier Messiaen, Sergey Prokofiev, Pedro Caldeira Cabral e Ricardo Rocha. Mas há também uma óbvia “ingerência” do universo poético, que se alimenta e se cruza com esta “Chuva Oblíqua” através das palavras de Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner Andresen e Federico Garcia Lorca.